Quem disse que não há sol todos os dias?! Haver há, ainda que nem sempre se veja e como eu quero-o sempre, desenhei-o na minha janela. Agora tenho-o todos os dias. Sempre, e a sorrir. Chova ou não. Ali está ele. E, como não tenho vista pela janela do meu quarto (ter até tenho - uma parede a 50cm da minha janela) quem faz a vista sou eu.
a viver em Inglaterra. Adoro. Adoro, viver aqui. Neste país, nesta cidade, na minha casa. Adoro a minha rotina, os lugares por onde passo e as pessoas que tenho vindo a conhecer. Sair de Portugal, temporariamente ou não, foi a melhor decisão que tomei. Maravilhosa experiência, esta.
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Quem tem/conhece pessoas extremamente talentosas, tem tudo. Pessoas que satisfazem os meus pedidos na perfeição, com a paciência para todas as minha exigências.
Já são alguns, os pedidos personalizados à Joana, e amei o resultado de cada um, mas este é "mesmo a minha cara", mesmo eu. Exactamente como eu pedi... exactamente como eu imaginava.
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O ano de 2013 acaba hoje. Foi um ano de mudança. Deixei o emprego, a cidade, o país, família e amigos e mudei-me para Inglaterra, com lágrimas nos olhos e o coração apertado. Precisava mesmo mudar de ares, conhecer lugares e pessoas novas. Aqueles que me amam, estão sempre lá, esteja eu onde estiver. Os que eu amei e amo, estão em mim para sempre, porque não seria amor se não fosse para sempre. Mas cada um no seu devido lugar. Alguns arrumados, outros por arrumar e outros que estão sempre presentes e não se arrumam. Este ano, foi precisamente o ano da (des)arrumação de amores.
Precisei perder-me para me encontrar. Pela primeira vez na vida, não ter planos nem prazos. Vivi cada dia, respirando fundo e sorrindo mesmo quando as lágrimas caíam. Há precisamente um ano atrás, não fazia a mínima ideia de como este ano iria alterar algumas das coisas que tinha como garantidas. Muito menos imaginava ter a vida que estou a ter de momento. Surpreendi-me (pela positiva) com a minha capacidade de adaptação, de perdoar e de amar.
No ano passado, por esta altura, se me tivessem dito que dentro de um ano estaria a viver sozinha em Inglaterra (sem a família e os amigos de sempre) a estudar, a trabalhar, a falar e a escrever em inglês, eu não acreditaria. Eu, que sempre fui muito "terrinha" e apegada, estou mais desapegada do que nunca, aos lugares e coisas. Na verdade, tenho cada vez mais vontade de viajar e conhecer outros lugares. Para ser sincera, era capaz de fazer as malas e mudar-me para outra cidade e até de país novamente. Estou feliz com a vida que tenho de momento e prezo muito a minha independência e tranquilidade.
Este ano que passou, foi um ano de muitas lágrimas, mas os sorrisos foram mais. E é isso que importa. Fiz novas amizades, que são sem dúvida o melhor do mundo. Os amigos de sempre demonstraram serem de facto AMIGOS, com tudo o que essa palavra significa.
O ano de 2013 acaba hoje. Chorei, ri, viajei, desesperei, quis desistir de tudo, ri mais um pouco, caí algumas vezes e levantei-me sempre. Sorri. Sorri sempre. E que no novo ano, venham mudanças positivas e possa estar feliz, imensamente feliz, porque a felicidade vem de dentro.
Gostei mesmo muito. Não só por ter ido visitar família e amigos, mas pela cidade em si. Que cidade linda. Sempre quis muito visitar, por ser a cidade natal dos Beatles, que são omnipresentes em Liverpool, não dá mesmo para fugir deles. Vou lá novamente em breve, e quero/espero conhecer tudo "por dentro", uma vez que nesta época festiva estava tudo fechado. Visitei os pontos mais turísticos e escusado será dizer que tirei bastantes fotografias. No entanto, não tirei tantas quanto gostaria, ou como costumo. Foi uma visita curta, mas intensa. Gostei mesmo muito.
Sou chorona, falo o que penso e sinto. Abro o meu coração e sigo fielmente os meus sentimentos. Muitas vezes, arriscando demasiado. Não desisto fácil das pessoas e daquilo que amo. Quando quero, insisto até ao meu limite. Quando eu quero, vou até o fim. Quando não quero, não vale a pena insistir. Tenho muitos defeitos, mas sou toda amor. Acredito no amor. Em amar. Não acredito em relações perfeitas. Acredito em relações felizes, com momentos perfeitos. Sejam elas amorosas, familiares ou de amizade. Acredito na felicidade, sem se estar numa relação amorosa. A felicidade está em tantas coisas. Coisas pequenas. Eu gosto de coisas pequeninas. Detalhes. Mas nem todos a vêm. Já o amor...ah o amor está em todo o lado. O amor, o amor. O amor pela profissão, pelos animais, pela natureza, pelas pessoas. Pela vida. Não acredito é que se possa ser feliz sem amor. Sem amar. Nos últimos meses, muitas certezas passaram a incertezas. Mas a certeza de que ninguém vive sem amor, permanece. Perdi o telhado, mas ganhei estrelas. Nem todos os dias são fáceis, mas tem valido a pena. Há coisas que Deus nos dá para aprendermos e há coisas que Deus nos dá quando nós aprendemos.
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Assim eu vejo a vida
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
os valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
Cora Coralina
Ah, esta é a Clementine. Tinha de lhe dar um nome. Depois de um sonho realizado, um dia em grande, olhei para ela e pensei: não fiques mais triste, Clementine. Eu estou contigo. Ainda não sei bem porquê, mas foi o nome que me veio à mente e eu acho que lhe fica muito bem.
Deixo-me ir. Agarro-me ao que me faz bem. Agarro-me. Tenho a força que no meu interior nasce a cada sorriso, a cada palavra amorosa. Agarro-me ao amanhã, e durmo por cima do dia que passou. Agarro-me. Há sempre por quem viver.
Sou o resultado das experiencias que vivi - que vivo - que viverei. Sou um pouco de onde vivi. Por onde passei. Sou a soma daqueles que passaram na minha vida - daqueles que ainda estão. Sou os livros que li. As músicas que ouvi. Sou o amor que dei - o amor que recebi. Sou o resultado de sonhos alcançados e desilusões. Sou 25 anos. De sonho. De sangue. De emoções.
Já vivi tanto e ao mesmo tempo, tão pouco. Espero viver o tempo suficiente, para ver todos aqueles que amo, a realizarem os seus sonhos - a serem felizes. Quero muito e o meu muito é simples. Que as pedras no meu caminho, continuem a ensinar-me. Que cada vez que cair, me possa levantar, mais forte, mais grata. Que nunca perca a fé.
O meu primeiro dia com 25 anos, foi de sol. Mergulhos. Sorrisos. Família. Amigos. Fotografia. Conversas. Momentos simples e tão bons. Que os próximos sejam assim. Simples e de puro amor. Por pequenos nadas, que são tudo.
25 anos. Que idade bonita. Que venham mais. Muitos mais. Os suficientes, para fazer os outros felizes - para assim, ser feliz.
Sou feliz por natureza. Sei que já disse, mas é mesmo verdade. Tenho mais dias coloridos que dias cinzentos. Talvez nem sejam dias, são mais propriamente "momentos", espécie de nuvem cinzenta, que paira durante algum tempo na minha cabeça. Muitos me perguntam como consigo ser resiliente. Sim. Como consigo manter a serenidade numa situação de stress, de desilusão, de perda. A verdade é que nem sempre consigo dominar as emoções (ao invés de serem as emoções a dominarem-me), mas na grande maioria das vezes faço-o. Acontece naturalmente. Os escassos momentos com a nuvem cinzenta, no meu mundo colorido, acontecem, como com toda a gente. Vão e voltam. Porque não sei ser triste. Rapidamente tudo fica colorido, sem vestígio de qualquer nuvem e assim permanece por bastante tempo. E é assim que lhe chamo. Substituindo momentos "maus" por "cinzentos", por acreditar que momentos destes também são necessários e que tudo tem um lado positivo. Sou feliz por natureza. Mas agora, neste exato momento, a nuvem está presente. Sinto dores horríveis nas costas. Estou cheia de saudades de imensas pessoas. E nestes momentos de maior cansaço, um pouco da dor vivida há alguns meses, volta para ajudar. Há palavras pronunciadas que foram esquecidas, outras que vão e voltam. Sim. Porque não se entendem. Porque foram cruéis. Quando essas frases regressam e entoam na minha cabeça, tento pensar logo em coisas boas. Mas elas insistem em persistir por mais um bocado. E agora as lágrimas caem-me. Porque tenho de as deixar cair, e relembrar as ditas palavras, para então pensar que graças a isso, estou agora onde estou. A (re)construir a minha vida. Serena. Feliz. A nuvem cinzenta, vai ficar mais alguns minutos. Mas por saber que entretanto se vai, já consigo limpar as lágrimas e escrever... isto. E as frases sempre a entoar. Talvez porque há palavras com o peso de uma bofetada. Ou duas, ou mais. Porque foram feitas juras de amor eterno numa semana e na semana seguinte me foi dito não saber o que se sente. Porque foi dito querer muito ter filhos, e na semana seguinte, ao mínimo sintoma de possível gravidez, me foi dito para abortar (e esta palavra dói-me mais que qualquer agressão física). E choro, choro mesmo. Palavras e mais palavras, com um peso enorme a entoar. Estas e tantas outras. No entanto, quase todas já foram esquecidas. Estas e algumas mais, continuam e penso que demorarão a ser esquecidas. Porque pesam muito. Já perdoei, só vivo o presente e sonho com o futuro e talvez por isso, ao pensar num futuro feliz, na realização de sonhos, a nuvem aparece, quase que como um alerta, para ter cuidado, pelo que já aconteceu. Sendo eu determinada, e consciente do que quero e do que não quero, há frases que vão e voltam, e massacram.Tanta perda, tantas promessas quebradas, tanta inconstância em tão pouco tempo. Frases e atos que permanecem na minha mente por alguns momentos. Vão, mas voltam. Um dia irão de vez. Ficam só as palavras boas, as palavras doces, e o pensamento de que foi bom enquanto durou. O resto foi mau o suficiente na altura, para voltar a ser relembrado agora. Sou feliz por natureza. Os meus pensamentos e linguagem interior são, na maior parte das vezes, positivos. Sim. Acredito na força de pensamento. Infelizmente, agora, a nuvem cinzenta, ou mesmo negra, ainda continua. Porque não sou diferente de ninguém. Tenho os meus momentos de cansaço e de dor, ainda que não demonstre. Sei que a nuvem entretanto se vai, mas vai voltar. E vai ser sempre assim. Depois das lágrimas secarem, começo logo a focar-me nos meus objetivos, na solução dos problemas e de como o meu mundo é lindo e colorido, e nunca serão as nuvens que por vezes aparecem que vão mudar o cenário. E com tudo isto, me exponho, como nunca me expus, neste meu blogue, que tanto gosto. Escrevo, sobre isto e aquilo, sobre nada. Sobre mim. Pequenas frases, pensamentos, fotografias, que vão espelhando o que sou, o que gosto e por onde passo. É o meu diário (publico), e aqui como em tudo, gosto de partilhar o que é bom, o que me faz bem. Mas se este blogue é um pedacinho de mim. Eu também sou isto. Por vezes triste. Nostálgica. Cansada e também quebro alguns limites. Como agora, os da minha intimidade. E não há mal nenhum, por vezes demonstrar isso. Engana-se quem pensa que me conhece por aqui. Engana-se quem pensa que não me conhece por aqui. Aqui, digo tudo e não digo nada. E as lágrimas já secaram. Sinto-me cansada e com fome. As frases deixam de entoar, e pequenos nadas, como cozinhar e comer, ver filmes e conversar, sopram a nuvem e ela começa a ir. Sou feliz por natureza. Sei que já disse, mas é mesmo verdade.
Nascida e criada na Povóa de Varzim. Tenho um orgulho imenso e adoro ser do norte, mas o maior orgulho é mesmo em ser Portuguesa. Neste momento, vivo em Inglaterra e estou a adorar.
Sou uma esposa e mãe muito feliz. Protectora e dedicada. Acho que o melhor da vida, é a família, a que temos e a que construímos. Optimista por natureza, acredito que esta vida tem mais de bom do que de mau, e que se formos bons a vida retribui, mais cedo ou mais tarde. Tenho fé, muita. Acredito que o melhor ainda está para vir. Sou muito abençoada - mais do que mereço. Tenho um coração grato, sempre, muito grato.
Aqui no blogue, tanto registo os eventos mais importantes da minha vida, como dou a minha opinião sobre as coisas mais insignificantes. O meu objectivo é ser sempre honesta no que escrevo, nas minhas convicções e nas minhas dúvidas. Este blogue é para os meus filhos lerem quando crescerem.
Sou completamente apaixonada pelo meu marido, pela minha filha e pelo bebé que está a caminho. Amo a vida. Nasci para ser feliz.